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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Minhas sinceras desculpas

Faz algum tempo que não vejo está pagina para criar postagens. Iincrível como minha vida mudou de uma coisa tranquilha para um holocausto de trabalho e noites sem dormir. Mas hoje eu vou recompensar a todos com alguns textos que andei escrevendo por esse tempo que eu andei sem aparecer


"Manipulados

Me encontro parado em frente a uma velha TV surrada pelo tempo, em meio a quadros de plateia e humor negro vejo que a cada comercial que se passa, um mostra de algum jeito um modo de vida que a maioria diz ser o modo certo ou o modo perfeito de se viver. Com garotas em volta, uma casa grande, um carro e... dinheiro. O que essa pequena e ao mesmo tempo grande invenção não faz com a humanidade? Nos manipula até não querer mais, distorce qualquer realidade, quebra qualquer amizade por um pouco. Quando volto ao meu eu percebo que não vivemos por nossos próprios desejos, não somos o que somos. Cada passo, não importa qual seja, de algum jeito, foi manipulado e distorcido."


"Lógica
Os traços de velhas palavras e velhas canções ainda passam com o vento. Esta floresta está rodeada de agonia, cada pássaro voa livremente como se nunca tivesse medo de cair. Eles são livres cortando o horizonte com um simples e delicado farfalhar de penas. Olho para cima como se procura-se um jeito de me desprender da terra, de voltar a correr. Mesmo que eu levante minhas mãos o céu esta distante ao meu toque. Meu corpo esta enraizado no chão, como se meus bolsos estivessem cheios de raiva e frieza. Sussurro palavras antes nunca pronunciadas e compreendidas a mim mesmo. Todos os dias procuramos coisas novas para cobrir as velhas. Todo santo dia procuramos nos aperfeiçoar na arte da falsidade, mas não aquele tipo comum de falsidade, e sim aquela que mostramos quando queremos chorar e, ao invés disso, sorrimos para que não tenha espanto dentre os demais a sua volta. Este mesmo sorriso nos corta de ponta a ponta como um longo e fino pedaço de metal. Desejo me soltar, me libertar, cortar as amarras e correr como um garoto que aprende pela primeira vez o que significa sorrir."


"Baú
As minhas horas mais sombrias vem com um alarde de que tempos novos estão chegando, mas mesmo eu procurando abrigo contra a poeira e o nevoeiro que se aproxima, ainda sinto dores tremendas. Droga! O baú se abriu de novo. Desesperadamente tento fechá-lo para que nada que está ali saia e ande livremente dentro de mim. Finalmente consigo fechar, consigo respirar novamente e vejo que ao meu redor não existe nada além de um baú velho e devorado pela erosão do tempo, e um infinito de escuridão. Mesmo assim agradeço por ainda conseguir ter meu fio de respiração constante."


"Lágrimas
Elas aparecem como árvores que, ao nascer, cortam a terra em busca de vida. Sua essência vem dos mais profundos sentimentos. Não importa o quanto procure tentar controlá-las; elas iram surgir quando menos se espera. O alívio depois não existe, mas desesperados procuramos sorrir, afim de nos mascarar em nossa própria angustia. Odiamos que descubram como somos, como realmente nos sentimos por dentro. Infelizmente ao pulsar de nossos corações, lágrimas se desprendem de nossa alma e se vão, mostrando o quão vulnerável somos. Não passamos de velhos e velhas empunhando máscaras novas."

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