Desde meus 10 ou 11 anos de idade, eu comecei a tentar responder perguntas, coisas que pareciam totalmente sem nexo e impossíveis de se chegar a uma conclusão, para minha concepção. Ao longo dos anos que se passaram, me tornei um "Copiador", roubando os traços marcantes das pessoas, e englobando a mim.
Aquilo parecia o mais obvio, eu estava ali para me tornar algo melhor... mas o que era ser melhor? Quem me identificou como pior? Tantas perguntas sem respostas, e tantas outras que faziam minha mente ferver.
Hoje, quase 6 anos depois de ter começado essa vida de "Perguntas e Respostas", "Copia e Cola", percebi que aos poucos eu perdi a única essência que "fazia de mim, quem eu realmente era". Fiquei perdido entre tantas concepções, para no final perceber que não havia respondido nada, apenas roubado respostas de outras pessoas.
O que tudo isso tem haver com esforços? Tem haver, que em nenhum momento eu pensei em "Porque" mas sim em "Como". Vivenciando uma vida em que eu acreditava que o melhor era ser valente, viril, destemido e preparado para tudo.
Eu sou fruto direto dos meus esforços, tantos físicos como mentais, meu joelho, meus pés, minhas mãos, minha coluna... machucados feitos a partir de esforços, enquanto minha alma, meu espirito e meu ser, na tentativa de se tornar algo, se perderam.
A uns dias atrás eu conversei com uma criança, mas não era qualquer criança, era um garotinho ao qual me identifiquei Com aquele jeito de fazer várias e várias perguntas que pessoas normais não parariam para prestar atenção, mas ele estava completamente focado em querer entender.
Eu percebi que naquela criança estava "Eu"... Uma criança valente, viril, destemida e preparada para tudo, mas do seu jeito, não ao jeito dos outros, não da forma como lhe ditaram a ser, simplesmente como ele queria ser.
E como esse garoto, eu comecei a prestar uma atenção um tanto que maior ao que já estava acostumado a reparar nas pessoas. Quando eu percebi, como existem "Heróis" e "Heroínas" vagando por ai, escondido dentro de mentes despreocupadas.
Percebi como as pessoas reagem sempre de formas diferentes a mesma situação, e como outras conseguiam ser sempre iguais. E então descobri, que eu sempre estive atrás dessas pessoas, uma busca infindável ao qual eu nunca iria conseguir solucionar... pelo menos não enquanto eu fosse esse "Nicário".
Cheguei a conclusão, que eu não posso mudar o ritmo das coisas, não posso me obrigar a ser o que eu não sou, mas ao mesmo tempo posso ser o que eu quiser, se enquanto eu estiver fazendo isso, eu estiver deixando marcado com pedaços que só eu tenho.
Eu sei que este post está sem nexo, mas eu não escrevo para você que me lê, e sim para a pessoa "dentro de você", que ve e escuta, mas está quieto, imóvel, na espera de um dia vir a tona e se falar o que aprendeu depois de tantos anos de observação.
Hoje eu cheguei nesse "ser", o encontrei de uma certa forma, e serei ele, muitos com certeza não entenderão como eu sou, muitos provavelmente se distanciarão... Mas serei forte, viril, destemido, valente e preparado, mas na mão daquele que realmente me conhece.... "Eu".
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