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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ao senhor querido louco

Fala galera do blog, ainda não temos um dia específico para essa sessão de  coisas nossas aqui no blog. Mas prometo ver isso o mais rápido possível para todos presentes aqui, mas deixemos de lenga lenga meus queridos.

"Portas

Os pássaros começaram a cantar, não enxergo nada meus olhos continuam fechados. Ainda estou envolvido pelos meus sonhos. Como um silencioso sopro escuto do lado de fora da minha mente, acorde... Olho para o céu avermelhado em que me encontro, dentro de meus próprios pensamentos e lembranças vejo milhares de portas trancadas, mas são tantas que eu não sei por onde começar. Cada porta tem o seu tapete com um pedaços da lembrança que ali permanece, e debaixo do tapete as chaves ficam algumas com um brilho tão intenso que parecem ter vida própria. Como que um deja vu eu escuto uma voz doce falando. Venha até mim... Começo a andar mais rápido, um corredor de portas velhas e novas começa a passar rápido por ambos lados, minha respiração começa a falhar, não entendo meu corpo não quer sustentar a força. Lágrimas começam a cair e ao mesmo tempo olho adiante e vejo uma porta diferente das outras. Não no modelo ou o o jeito que foi talhado os desenhos na madeira; mas pelo sentimento forte e imenso que ali dentro se guarda. Não a relatos no tapete sobre oque tem ali dentro, intrigado procuro a chave para destranca-lá mas em vão pois não acho ela, em seu lugar contem um bilhete com uma frase... " sinta o amor " mesmo sem entender ao certo sinto que sou empurrado para trás por um vendo muito forte que me ajoelho e não consigo olhar pra nada a não ser o chão. Em uma pequena fração de segundos estou ajoelhado do lado da minha cama soluçando com uma pequena caixa ao meu lado, bilhetes de cinema de alguma época, pedaços de papeis escritos, objetos que eu não sei ao certo porque me trazem a paz. O quarto vai se afastando como se alguém tivesse me arrastando para fora, e percebo que não passo de um simples fantasma vendo a minha própria imagem. Sou jogado para fora do quarto e a porta se fecha, nada mais se vê nada mais esta claro tudo ficou escuro. "

"Despertar

Elevo meu corpo. Sinto que não o amanha não será algo real, as estrelas estão como se alinharam como no dia que eu gritei de felicidade e chorei de tanta alegria. Agora olho calado sem saber que sentido tenho. Sei que ainda existe o futuro, mas ele esta tão longe e tão sem cor e vida. Não entendo mais as coisas, os brilhos acabaram, tudo foi embora, tudo partiu como uma linha que se arrebenta e não tem mais concerto. Só queria escutar sua respiração, qualquer palavra, um abraço."

"Trilhas

Me abandonei para me achar em outra estação ou frequência, ao meu redor tudo muda... Cresce e vão se tornando irreconhecíveis. Procuro achar o ponto certo para respirar, para abrir meus olhos... Me deparo com retalhos e almas que estão inacabadas. A distância aumenta entre todas essas espécies, que por tempos e sentimentos foram construídas e destruídas. Este mundo... Com essas almas distantes são uma coisa só, este é o meu eu dividido. Cada personalidade em seu lugar, cada cenário nada familiar com o outro: junte tudo e verá um ser humano de vários olhares, pensamentos, erros e inquieto. Este é o furacão e devastação que abita um corpo cansado e reprimido, este sou eu."

As vezes deixar de falar significa dizer tudo com olhares.

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