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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Kurt Cobain




Kurt Cobain, o grande líder do Nirvana e revolucionário da década de 90. Todos o conhecessem por ter feito um estrondoso sucesso com sua banda e depois ter se matado. Mas hoje, irei falar um pouco mais sobre ele, mostrando um pedaço de sua história.

Kurt Donald Cobain nasceu em 20 de fevereiro de 1967, em Aberdeen, Washington. Filho de Wendy Elizabeth Fradenburg e Donald Leland Cobain, sempre recebeu uma atenção especial de filho único, apesar de ter uma irmã mais nova chamada Kimberly. Filho de pais da classe trabalhadora, Cobain sempre teve a música presente em sua infância. Tios e tias dele eram músicos amadores e locais. Na infância, sempre foi uma criança feliz, alegre a carinhosa. Seu talento como artista era evidente desde cedo. Seu quarto era descrito como tendo tido a aparência de um estúdio de arte, onde ele desenhava seus personagens favoritos de filmes e desenhos animados. Na música, aprendeu a tocar piano e a cantar músicas dos Ramones, Bleatles e muitas outras. A primeira música que escreveu foi de uma viagem que fez a um parque local, ainda jovem.

Seus pais se divorciaram quando ele tinha apenas oito anos, e isso foi o que causou sua mudança de personalidade. Seus pais prometeram não casarem mais depois do divórcio, mas mantinham relacionamentos com outras pessoas. O pai de Kurt se mudou com sua nova parceira, Jenny Westeby, junto com seu filho e os filhos dela para um novo lar. A principio ele gostava de Jenny, pois ela dava o amor materno que ele tanto precisava. Porém, para ele, essa família era uma família falsa, pois ele queria a sua verdadeira, com a atenção que recebia, o que fez ele ter ressentimentos com a madrasta.
Já sua mãe entrou em um relacionamento com um homem que abusava dela. Cobain era frequentemente uma plateia para essas violências, inclusive quando sua mãe foi internada. Mesmo assim, ela se recusava a dar queixa.
Começou a xingar os adultos e praticar bullying com outro garoto na escola, o que fez seu pai o levar em um psicólogo, onde foi dito que ele precisava de uma única família. Assim, sua mãe cedeu a total custódia de Kurt. Suas rebeliões adolescente era demais para seu pai, que colocou o colocou sob cuidado de amigos e familiares.

Enquanto convivia com a família cristã do seu amigo Jesse Reed, Cobain se tornou um devoto, frequentando a igreja regularmente. Porém mais tarde largou essa usa crença e passou a seguir o budismo, usado frequentemente em seu trabalho. Tanto que o nome de sua banda, Nirvana, foi tirado do conceito budista, e interpretado por Cobain como "a liberdade da dor, do sofrimento e do mundo externo". Ele fez amizade com um garoto gay na escola, o que o fez sofrer bullying, pois o tachavam também de gay. Em um de seus diários pessoais, ele escreveu: "eu não sou gay, embora eu desejasse ser, só para irritar esses homofóbicos".
No segundo semestre, foi morar com sua mãe, que lhe deu uma escolha: Arranjar um emprego ou sair. Depois de uma semana, encontrou suas roupas e outros pertences embalados em caixas de mudança. Banido de casa por sua própria mãe, viveu em casa de amigos e até mesmo no porão dela, escondido. A música "Something in the Way" foi inspirada na experiência que teve vivendo debaixo de uma ponte sobre o rio Wishkah. Depois de um tempo, se mudou para um apartamento, no qual pagava o aluguel trabalhando.

E tudo começou a mudar quando conheceu Krist Novoselic, baixista do Nirvana. Os dois ensaiavam e juntos resolveram formar uma banda. O começo da carreira deixou Cobain desencantado, devido à banda ser incapaz de atrair multidões consideráveis e pela dificuldade de se sustentar. Durante seus primeiros anos tocando juntos, Novoselic e Cobain foram anfitriões de uma lista rotativa de bateristas. Eventualmente, a banda ficou com Chad Channing, com o qual o Nirvana gravou o álbum Bleach. Porém, Kurt estava insatisfeito com o estilo de Chad, e então procuraram outro baterista, e encontraram o grande Dave Grohl (que futuramente pode ter um post aqui no blog). Com Grohl, a banda encontrou seu maior sucesso através de sua estreia com o grande álbum de 1991, Nevermind.
Porém, o sucesso rápido não agradou tanto assim Cobain. Ele era frequentemente perseguido pela mídia, sendo tratado como o porta voz de sua geração. E não era bem isso que ele queria. Criou até um certo ressentimento com pessoas que afirmavam serem fãs da banda, mas que não reconheciam ou entendiam as visões sociaias e políticas em suas músicas. Casou-se com Courtney Love e teve uma filha, a pequena Frances Bean Cobain.

A partir daí, a maioria das pessoas conhecem a história dele. Ele era viciado em heroína, tinha depressão e problemas mentais, causados por traumas em sua infância, e então teve várias tentativas de suicídio. Uma curiosidade é que, no dvd acústico do Nirvana, o MTV Unplugged, Kurt faz uma espécie de funeral. Mandou colocar diversos lírios em volta do palco, junto com velas. Seus gritos nas músicas estavam bem mais angustiados, mostrando sua profunda tristeza. E, no dia 8 de abril de 1994, eu corpo foi encontrado com um tiro de espingarda na cabeça, juntamente com heroína.

Pois é, o que dizer sobre ele? Um cara que simplesmente revolucionou o jeito de fazer música. Ele foi a porta de entrada para o sucesso do Grunge, e se tornou o porta voz de sua geração, mesmo contra sua vontade. Suas letras expressam suas opiniões sobre a sociedade e seu jeito de ver o mundo, mesmo que as vezes, seja nas entrelinhas. Não são músicas diretas. Você tem que entender e fazer uma interpretação da música dele. Ele foi muito importante para a música, pois deu espaço a outros estilos. Mas claro, não são todas as pessoas que gostam dele, afinal não dá para agradar a todos. Algumas pessoas odeiam Kurt por ele ter introduzido o Grunge na mídia, e ter tirado a febre que era o Heavy Metal naquela época. Para mim, ele é um grande ídolo. Seu jeito de mostrar quem ele era, contra tudo e contra todos, me inspira a ser eu mesmo. Ele era um revoltado? Sim, mas tinha seus motivos. Há boatos que dizem que ele se matou, além de seus problemas, porque o Nirvana estava deixando de ser uma banda alternativa, e estava se entregando demais a mídia. Como ele não podia fazer nada para mudar, teve um fim. Em um papel que escreveu antes de morrer, tinha a frase: "Melhor queimar do que apagar aos poucos". E ele se tornou eterno, sendo colocado em listas de melhores cantores por diversos veículos da mídia.
Seu objetivo nunca foi o sucesso. Ele queria apenas mostrar suas idéias e suas músicas. Tanto que o sucesso repentino o abalou muito emocionalmente. Mas, o seu som era uma mistura de punk, metal, rock. Se não fizesse sucesso, o mundo estaria com problemas. Um cara que seguia seus ideais acima de tudo, até mesmo de seus limites.

Mas enfim, Kurt é um exemplo que, apesar das dificuldades, é possível continuar vivendo e sendo quem você é. Não importa o que o mundo pensa sobre você, apenas seja você mesmo. Claro que ele poderia ter feito muito mais coisas, pois morreu muito jovem por culpa das drogas. Mas ainda sim, mostrou para o mundo sua visão, e muitas pessoas abraçaram a ideia. Não importa quem você seja, que tipo de música escuta ou de qual sexo você gosta. Viva do jeito que você achar melhor, pois só você pode definir o seu caminho. E para fechar, vou deixar uma música do Nirvana aqui para vocês.

"As coisas tem um brilho que com o tempo se vai. Morra jovem e permaneça belo."

"Ninguém morre virgem, a vida fode todo mundo antes disso"

"Prefiro ser Odiado por quem sou do que ser amado por quem não sou" Kurt Cobain


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