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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carnaval



O carnaval é uma festa "genuinamente brasileira". Ouço muitas pessoas por aí dizendo essa frase, sem saber na verdade que nós também exportarmos essa "cultura" nacional. Pois é meu amigos, o carnaval na verdade surgiu na Grécia em meados de 600 a 520 a.C.. Nessas festas, eles agradeciam os deuses pela fertilidade que tiveram. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale", dando origem ao termo "carnaval". Durante esse período havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. Já o carnaval que todos nós conhecemos, com desfiles e fantasias, surgiu... Não, não foi no Brasil. Paris foi quem começou, e assim exportou para Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro. E o Rio passou os desfiles com escolas de samba para São Paulo, Tóquio, entre outras.

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e, progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

Pois é, o carnaval antigamente era uma coisa boa para todos. Mas nós, Brasileiros, conseguimos sim estragar essa festa. Me perdoe você, que ama o carnaval, mas é verdade. Aqui no Brasil, o carnaval se resume a violência e putaria. Eu sou uma pessoa que não gosta do carnaval, a não ser pela folga que ganhamos da escola. Não sou o tipo de pessoa que curte sair na rua para se divertir e acaba sendo roubado e agredido. E é nesse momento que você fala: "Ué, você não gosta de mulher não?" Eu amo mulher. Mas, por mais que eu ame seios, coxas e bundas, eu gosto ainda mais do mistério. Eu gosto de tentar descobrir o que está lá, imaginar. Não gosto de tudo mostrado muito fácil, quando só você sabe o que está ali por baixo é muito melhor do que quando todos sabem. E, acima de tudo, gosto de respeitar as mulheres. E eu acho que o carnaval não faz muito isso, embora as que desfilem gostem disso. Cada um é cada um, não é?

Eu também acho estranho as pessoas terem que sair tomando cuidado para não serem roubados, e ainda gostarem disso. Sim, nós vivemos em uma época em que temos de fazer isso todo dia, o que é uma vergonha. Mas você receber dicas de como se divertir e não ser roubado, já é acima do absurdo. Se tivéssemos segurança de verdade no país, talvez não precisássemos de dicas para não sermos roubados. E sem falar daqueles caras que tomam algumas cervejas e ficam fortes. Acham que batem em todos, que são os reis do pedaço, que só eles mandam na festa. Tudo isso porque tem o bracinho grandinho. Sinceramente... Bater nas pessoas não tem faz mais homem.

Bom, eu não vou ficar falando muito. Só queria falar mais uma coisa. As pessoas dizem que shows de rock, com bate cabeças, são violentos, e saem para pular no carnaval. Em um show de rock, as pessoas não saem se batendo. Quem faz aquilo é porque quer se libertar, e só participa quem quer. Tanto que, quando alguém cai no chão, é levantado imediatamente. E, assim que acabou a música, todos apertam as mãos. Aquilo não tem rivalidade e não sai dali. Você não ouve uma pessoa dizer que vai no show de rock para brigar, paquerar mulher dos outros e roubar coisas, ouve? E depois os rockeiros que são violentos...

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